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Comércio de rua

Barracas de lanches retornam; expectativa é recuperar clientes

Segundo os comerciantes, as barracas fecham em horário de maior movimento. Voltaram às ruas da cidade

8 MAI 2021 - 20h:00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Barracas de lanches estão de volta em Suzano com o desafio de recuperar os clientes por conta da pandemia Barracas de lanches estão de volta em Suzano com o desafio de recuperar os clientes por conta da pandemia / Regiane Bento/DS
As barracas de lanches estão de volta em Suzano com o desafio de recuperar os clientes por conta da pandemia. Mesmo após a reabertura, as vendas continuam baixa. A principal reclamação dos comerciantes é com relação ao horário de funcionamento. Segundo eles, as barracas precisam fechar justamente no horário de maior movimento. Todas fecham às 20 horas. 
 
É o que conta Dariane Souza. A maior movimentação se dá pelo fato de muitas pessoas estarem saindo do trabalho neste horário. Para ela, o ideal seria ampliar, pelo menos um pouco, o horário de funcionamento. “É quando tem mais movimento. Eles saem da loja e correm para cá. Mas aí estou fechando. Está bem fraco. Se pudesse funcionar um pouco mais, seria melhor”, disse Dariane. 
 
Hoje, só ela trabalha na barraca, localizada na Rua Doutor Felício de Camargo, no Centro de Suzano. A queda foi de 80%. Mesmo diante deste cenário, a vendedora não desiste e segue batalhando. “Não podemos desistir. Precisamos trabalhar. Hoje não faço nem 20% que fazia antes. Mas não tenho outra opção. Preciso continuar”. 
 
A diminuição no horário de funcionamento também prejudicou Aloísio Pereira. Ele vende em torno de 20 lanches por dia. “Está parado. Horário restringido. A maioria dos clientes se afastaram”, conta o vendedor. 
No início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o vendedor ficou 6 meses parado. Na última paralisação, foi mais 1 mês e 15 dias sem trabalhar. “Tenho contas para pagar e crianças para cuidar. Não posso desistir em hipótese alguma”, concluiu. 
 
Jorge Luiz vende pipoca na Praça João Pessoa, também no Centro da cidade. A pandemia o obrigou Luiz a ficar 60 dias sem trabalhar, o que trouxe prejuízos para o vendedor. “Estou cheio de dívida. Do que eu consigo, deixo para ter o que comer ou para pagar as contas”, desabafa. 
 
Uma nova paralisação deixaria a situação insustentável, caso não tenha alguma ajuda. “Se não tiver um subsídio para nós vai complicar bastante. Além do mais, precisaria ser um valor justo: R$ 150 ou R$ 200 gastamos com condução”, explica. 
 
As vendas caíram em 30%, segundo os cálculos de Luiz. Apesar disso, a palavra desistir não está no vocabulário do vendedor. “Era 150 a 200 vendas por dia. Hoje gira entre 60 a 80. Caiu bastante. Eu só tenho isso. Não posso parar. Se tiver não tiver outro ganha pão, prejudica bastante”, lamenta.

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