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Candidatos terão de visitar 5 bairros por dia para atingir 100% de Suzano

Problema é que neste ano em meio à pandemia da Covid-19, a “campanha digital” vai ganhar força

2 AGO 2020 - 06h:00 Por de Suzano
Primeiro turno está marcado para o dia 15 de novembro. O segundo turno será no dia 29 de novembro Primeiro turno está marcado para o dia 15 de novembro. O segundo turno será no dia 29 de novembro / Arquivo/DS
Os candidatos a prefeito de Suzano terão de andar, em campanha, quase cinco bairros por dia para alcançar 100% dos cerca de 220 localizados na cidade. O município tem 206.236 km². O problema é que neste ano em meio à pandemia da Covid-19, a “campanha digital” vai ganhar força. Vai durar mais de 40 dias. Em campanhas eleitorais “normais”, os candidatos aparecem tomando um café na padaria, distribuindo cumprimentos e santinhos aos eleitores. A aproximação “olho no olho” sempre foi importante.
 
Com os casos de coronavírus, eles terão de adaptar essas cenas para um distanciamento social. Com a Emenda Constitucional promulgada, os candidatos estão proibidos de participar de inaugurações de obras públicas a partir do dia 15 de agosto. Já as convenções, que terminariam no dia 6 de agosto, deverão ser realizadas do dia 31 de agosto a 16 de setembro. A campanha eleitoral de rua e na internet começa no dia 27 de setembro e vai até novembro, antes do primeiro turno da eleição. 
 
O primeiro turno está marcado para o dia 15 de novembro. O segundo turno será no dia 29 de novembro. Os prazos já vencidos não serão reabertos, como os de filiação partidária, alteração de domicílio eleitoral e a janela eleitoral, que permite mudança de partido por parte dos candidatos. 
 
 
Em 2016, segundo “Mapa do Voto” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os bairros que tiveram disputa mais acirrada, no primeiro turno, três ganham destaque: Jardim Colorado, Dona Benta e Jardim Luela. 
 
Especialista
 
O advogado Arthur Luis Mendonça Rollo, especialistas em Direito Eleitoral, disse, em entrevista ao DS, que 2020 será um ano atípico para a política brasileira em razão das mudanças pelas quais passaram a Lei Eleitoral e que, seguramente, afetam a forma de se fazer pré-campanha e campanha nas eleições municipais de outubro. “Com a pandemia de Covid-19 e o isolamento social decretado pelos Estados no combate à disseminação do vírus, a incerteza tomou conta do pleito. Afinal, como organizar partidos, planos de governo e chapas, além de angariar a simpatia de apoiadores, em plena quarentena?”, disse Rollo, autor recém-lançado livro “Eleições – O que mudou?”.

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