(11) 97569-1373

Comércio de Suzano faz balanço após duas semanas de abertura

30 JUN 2020 - 14h:36 Por Daniel Marques - de Suzano
Há relatos de que o fluxo de pessoas é de 50% a 60% no comparativo com dias sem pandemia em algumas lojas Há relatos de que o fluxo de pessoas é de 50% a 60% no comparativo com dias sem pandemia em algumas lojas / Jackeline Lima/Divulgação

Após duas semanas de grande circulação de pessoas na região central da cidade, o movimento no comércio de Suzano voltou a cair. Há relatos de que o fluxo de pessoas é de 50% a 60% no comparativo com dias sem pandemia em algumas lojas.

A informação foi passada pelo diretor da Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE), Rodrigo Guarizo. A situação já era prevista por dois motivos: o primeiro que a reabertura do comércio em Suzano ocorreu em 12 de junho (Dia dos Namorados), uma data que ajuda a alavancar vendas; e o segundo pela necessidade de as pessoas irem ao Centro para realizar compras, visto que várias lojas não estavam com as portas abertas até essa data.

“Na primeira semana, o movimento foi acima do esperado, até preocupante. Isso porque apesar de os comerciantes estarem seguindo as normas, vimos que houve um certo despreparo por parte da população. Muita gente circulou com família e sem máscara”, explicou Guarizo.

“Já imaginávamos que houvesse anomalia na reabertura, tanto por conta do dia dos namorados quanto pelo comercio represado. Foram 90 dias de muitos segmentos fechados, então muita gente quis comprar no início. Depois vimos que houve uma normalizada. O início foi produtivo, mas agora houve uma queda novamente”, emendou o diretor.

Ele também revelou preocupação com a situação do comércio daqui para frente, já que muitas pessoas estão perdendo o emprego por conta da pandemia. Mesmo com a reabertura, o movimento, segundo Guarizo, está “longe de ser normal”.

“Não chega nem perto. Não tem nem como comparar, está bem abaixo. A nossa maior preocupação é com o futuro, porque o impacto econômico ainda está por vir. A gente não sabe como vai ficar o desemprego e a renda da população. Os benefícios do governo amarraram pelo período de 60 dias. Se o mercado reagir, ótimo, mas se não responder, corremos riscos de ter problemas futuros”, disse o diretor da ACE.

Leia Também