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Devido às mudanças eleitorais, número de candidatos a vereador em Suzano deve aumentar, afirmam especialistas

Na eleição municipal de 2016, foram 455 candidatos, que concorreram a 19 cadeiras no Legislativo municipal

2 AGO 2020 - 08h:00 Por Fernando Barreto - de Suzano
Na eleição municipal de 2016, foram 455 candidatos, que concorreram a 19 cadeiras no Legislativo municipal Na eleição municipal de 2016, foram 455 candidatos, que concorreram a 19 cadeiras no Legislativo municipal / Divulgação
O número de candidatos a vereador no pleito de 2020 em Suzano deve aumentar significativamente, conforme disse os especialistas em política Olavo Câmara e Marco Tanoeiro na última semana. Na eleição municipal de 2016, foram 455 candidatos, que concorreram a 19 cadeiras no Legislativo municipal. A maioria não registrou muitos votos.

Devido as mudanças eleitorais ocorridas em 2017 (mas que vão entrar em vigor apenas na eleição desse ano), não será mais permitido coligações partidárias para disputas em cargos de candidaturas de voto proporcional, ou seja, para vereador. Portanto, os partidos políticos devem lançar "sua própria chapa" de candidatos ao Legislativo. A lei não altera regras para candidatos à Prefeitura. 

Para o cientista político e advogado Olavo Câmara, essa mudança eleitoral vai fazer com que novos candidatos surjam e, consequentemente, o número de concorrentes cresça. Câmara se diz favorável a mudança realizada.
"As coligações partidárias facilitam a vida dos candidatos. Veja o caso do Tiririca, que foi eleito e 'levou' vários outros políticos com ele. Políticos que não receberam muitos votos, mas pela coligação, foram eleitos. Agora, para os partidos elegerem alguém, vão precisar de bons nomes para conquistar a cadeira. Por isso, o número de candidatos vai aumentar", explicou Câmara.

Na opinião do advogado Marco Tanoeiro, a mudança na legislação eleitoral é bem-vinda e segundo disse, "muitos partidos têm encontrado dificuldade em encontrar bons nomes para a eleição".

"Partidos grandes, como PT e MDB, estão com dificuldades para arrumar candidatos com nome. Agora os políticos vão precisar correr para fazer campanha, por isso vejo com bons olhos essa mudança. Ela (a nova lei) elimina os famosos ‘caroneiros’ (políticos que são eleitos pela coligação, mas não necessariamente recebem muitos votos)", disse o advogado

Tanoeiro diz, sobre outro tema abordado na entrevista, ser contra as conhecidas candidaturas próprias, ou seja, não há exigência de o candidato filiar-se a um partido para concorrer ao pleito.

"Acredito que sem isso (eleição por meio de partidos) a democracia não se fortalece. Todos têm o direito ao voto, dar e recebe-lo, mas precisa do partido", contou Tanoeiro.
 
Número de candidatos
 
Antes dessa mudança para cargos proporcionais, as eleições funcionavam da seguinte forma: se lançada chapa com coligação, essa composição poderia 'lançar' até 200% do número total de cadeiras em que concorrem. 
Com a mudança, são permitidas apenas chapas únicas, ou seja, um partido sem coligação pode candidatar até 150% do total de cadeiras.
 
Eleições
 
Neste ano, as eleições municipais foram adiadas devido a pandemia do novo coronavírus. Elas seriam disputadas em outubro, mas foram remanejadas para 15 e 29 de novembro.

Para Tanoeiro, o adiamento foi necessário, mas ele diz que preferia o adiamento do mandato. "Essa é uma pauta que o TSE não quer colocar, mas visto a atual situação, eu não me sentiria confortável em sair para ir votar. Acredito que adiar em um ano seja o ideal, e assim faríamos a eleição em outubro do ano que vem", concluiu o advogado.
 

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