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Cidades

Entidades estudantis propõem projeto de inclusão digital

Estudantes tiveram uma reunião com a Prefeitura de Suzano e com a Câmara Municipal

23 FEV 2021 - 12h:04 Por Daniel Marques - de Suzano
Entidades estudantis propõem projeto de inclusão digital Entidades estudantis propõem projeto de inclusão digital / Agência Brasil
Com o objetivo de promover a inclusão digital para alunos do ensino público e de universidades particulares, entidades estudantis têm visitado várias cidades do Estado e apresentado projetos às autoridades locais. Os estudantes tiveram uma reunião com a Prefeitura de Suzano e com a Câmara Municipal, onde apresentaram ideias aos políticos.
 
A iniciativa parte da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) e da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). Uma das propostas apresentadas foi o Projeto de Lei (PL) 452/2020, desenvolvido pelas entidades e que originou a campanha Celular Para Quem Precisa. 
Consiste em reverter celulares e outros aparelhos apreendidos pela Polícia para alunos que não têm acesso à internet. “Queremos dar uma utilidade aos aparelhos, porque depois de 60 dias, eles são descartados”, destacou Hector Batista, presidente da Upes.
 
As entidades conquistaram uma moção de apoio da Câmara de Suzano para o projeto. A votação foi unânime. A ideia é vista como primordial para melhorar o ensino público e o acesso à rede por parte dos alunos mais carentes, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que assola o país desde março do ano passado.
 
“Nós sempre defendemos o ensino público gratuito e de qualidade. Acreditamos que a educação é uma ferramenta de desenvolvimento da sociedade, do Estado e do País”, argumentou Batista.
Outra bandeira importante é a distribuição de chips com internet aos alunos de universidades particulares, como destaca Caio Tanaka, presidente da UEE. Para ele, as escolas têm pouca estrutura para voltarem a receber alunos hoje. 
 
“Esses problemas estruturais são preocupantes. No caso do ensino superior, os estudantes que mais precisam de atenção estão nas universidades particulares. Estamos construindo esse movimento pelo Estado inteiro, e Suzano nos ouviu”, destacou.
 
Ele diz que as autoridades suzanenses os receberam bem. Na opinião dos estudantes, houve “abertura” por parte da Prefeitura e da Câmara para os projetos.
 
“Eles receberam bem a gente. Abriram diálogo com as entidades que têm legitimidade para falar sobre os estudantes. Se mostraram solidários. Demonstraram que querem ajudar. Se realmente for interessante, acredito que pode sair alguma coisa boa”, afirmou.

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