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Cidades

Papelarias calculam queda de 60% na venda de material escolar

Clima é de descontentamento entre gerentes e proprietários

17 FEV 2021 - 16h:16 Por Matheus Cruz - de Suzano
Papelarias calculam queda de 60% na venda de material escolar Papelarias calculam queda de 60% na venda de material escolar / Isabela Oliveira\DS
As vendas de materiais escolares despencaram neste ano. 
 
Nas papelarias de Suzano, o clima é de descontentamento entre gerentes e proprietários, que viam seus estabelecimentos cheios nesta época do ano. Com o retorno parcial e facultativo das aulas presenciais, os comerciantes estimam a queda de pelo menos 60% nas vendas.
 
Mais um – entre tantos – reflexo da pandemia, os estudantes puderam assistir as aulas de forma remota durante 2020. Por este motivo, grande parte dos materiais comprados no ano anterior não chegaram a ser utilizados. De acordo com Maurício Tadocoro, proprietário de uma papelaria tradicional localizada em frente à Praça João Pessoa, o cenário já era esperado, já que as aulas estavam suspensas desde o ano passado.
 
“Infelizmente já era esperado que não teríamos muitas vendas de materiais. Por conta da pandemia e os reflexos causados, não chegamos a investir tanto no estoque, porque não iria sair. E isso se confirmou. Acho que as indecisões sobre o retorno ou não das aulas presenciais prejudicou ainda mais”, explicou. 
 
O retorno das atividades presenciais estava autorizado a partir de 1º de fevereiro nas escolas estaduais. 
 
Por conta do aumento dos casos de contaminação, a data para o retorno presencial foi adiada para o dia 8 de fevereiro. No dia 28 de janeiro, entretanto, o sindicato dos professores conseguiu derrubar a decisão com uma liminar que impedia o retorno presencial. No dia seguinte, porém, o governo reverteu a liminar e garantiu o retorno presencial para o dia 8.
 
De acordo com Rose Yamauchi, gerente de outra papelaria visitada pelo DS, a expectativa é que com uma maior quantidade de alunos retornando às aulas presenciais, a procura pelos materiais tenha algum aumento.
 
“Estamos contando com a queda de pelo menos 60% nas vendas. Ficamos no aguardo de que as coisas melhorem. Acho que com a chegada da vacina e o retorno total dos alunos, possamos ter algum tipo de movimento crescente”, disse.

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