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Lorena Burger

Zeladores amorosos

4 MAI 2021 - 05h:00
Passando por diversas páginas numa rede social vamos verificando que existem muitas pessoas que se dedicam a cuidar com desprendimento de algumas áreas esquecidas e abandonadas pelo poder público.
Uma dessas pessoas, conforme conta Chico Tchello, era o Alexandre... Jovem que se tornou usuário de drogas e, que sem conseguir ajuda para se livrar do vício, passou a cuidar de uma praça no centro de São Paulo, ali construiu brinquedos com materiais recicláveis para as crianças poderem brincar...
Plantou flores e até mesmo legumes e curtia prazerosamente quando ficava tudo florido, demonstrando gratidão pelo benefício que esse método de superar a vontade de usar drogas lhe proporcionava e feliz criou até um hospital para as plantinhas de vasos dos moradores de apartamentos do entorno, as recuperando e depois devolvendo saudáveis aos seus donos.
A praça é a Chão de Giz no centro da capital paulista que se transformou com a presença do Alexandre... Um ponto de encontro de usuários de drogas tornou-se um agradável espaço onde o verde era tratado com carinho e as crianças podiam brincar em segurança.
Pena que o rapaz, debilitado pelo uso da droga acabou falecendo, mas temos o consolo de saber que o poder público continua zelando da praça com o mesmo carinho, dando sequência ao trabalho voluntário desse jovem, que sozinho criou um meio de se ver livre de um vício que o prejudicava.
Mas, não é só nas páginas das redes sociais que verificamos esse cuidado com espaços públicos que são zelados por pessoas que nada buscam a não ser o prazer de transformar o lugar, de tornar melhor o visual de onde moram.
Andando por aí podemos verificar calçadas bem cuidadas, espaços com plantas diversas, floridas e até mesmo árvores se desenvolvendo prometendo sombra no futuro.
Locais onde as crianças põem brincar porque estão livres de lixo e de perigo.
Em Poá temos um professor aposentado, que cansado de ver as ruas do seu bairro cheias de lixo, com restos de móveis largados sobre as calçadas e nos espaços que poderiam ser usados para caminhada, passou a se dedicar diariamente a juntar o lixo espalhado...
Logo se viu capinando e limpando as calçadas e os espaços sob o viaduto e no entorno na via férrea.
Com ajuda de amigos que lhe fornecem tambores velhos de água e caixotes, construiu lixeiras e as espalhou pelo bairro, é certo que mesmo com esses equipamentos colocados em inúmeros pontos, ainda existem pessoas que acham mais fácil jogar o lixo no chão, sem se preocupar com o resultado de seu descaso, afinal o lixo pode entupir os bueiros dificultando o escoamento da água de chuva, além de atrair insetos indesejáveis.
Hoje quando passamos pela entrada da cidade percebemos o resultado de seu trabalho de formiguinha, a rotatória florida e sempre com pintura caprichada, as lixeiras espalhadas pelos espaços e muitas vezes o encontramos por ali, na faina diária de manter tudo em ordem, além de molhar as plantas que espalhou pelo local, também com a ajuda daqueles amigos que doam as mudas...
Esse é o nosso querido professor Alberto Bayerlein, o querido Betão, professor de educação física aposentado que vem expandindo seus cuidados por outros lados da cidade...
Que esse exemplo possa ser seguido por outros...