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Renan de Lima Franco

Declaração Universal dos Direitos Humanos

16 DEZ 2021 - 05h:00

Há 73 anos a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgava a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) sendo considerado marco histórico sobre o assunto. Não é uma tarefa fácil delimitar quando nascem os direitos humanos, uma vez que se trata de uma evolução com relatos desde o século IV antes de Cristo até a atualidade. Sem sombra de dúvida a DUDH é um divisor de águas principalmente pelo período em que vivíamos. 
Havíamos acabado de passar por duas grandes guerras mundiais, um período de muita dor, tristeza, sofrimento e barbárie contra o ser humano. 
Nesse contexto foi criada a Declaração Universal que visa antes de mais nada garantir a dignidade de todas as pessoas independente de sua raça, cor, gênero e religião. 
É o documento mais traduzido do mundo, chegando aos 500 idiomas e dialetos e influenciou vários documentos internacionais e constituições ao redor do mundo, incluindo a constituição brasileira de 1988.
Infelizmente quando se fala direitos humanos grande parcela da população tem uma visão deturpada e contrária, por entender que se trata de um direito que protege criminosos. 
Entretanto, os direitos humanos não se limitam apenas a questão penal (apesar de a discussão ser necessária), são muito mais amplos. Por vezes as pessoas se utilizam de sua proteção sem se atentar que trata de um direito humano, são exemplos a saúde (SUS), a educação (escola pública), o saneamento básico, a proteção do trabalhador, um meio ambiente equilibrado etc.
Não podemos permitir ou normalizar ofensas aos direitos humanos, pois enquanto hoje você defende a limitação de direitos de um grupo com o qual você não se simpatiza, amanhã o direito a ser tolhido pode ser o seu. Segundo o artigo 1º da Declaração somos livres e iguais em dignidade e direitos e devemos agir uns para os outros com espírito de fraternidade.
Passaram-se mais de setenta anos desde a DUDH, mas temos muito que progredir nessa matéria, os direitos humanos devem ser defendidos e difundidos, é inadmissível que em pleno século XXI as pessoas morram em decorrência da pobreza ou pela cor de sua pele, orientação sexual ou religião. Precisamos urgentemente evoluir enquanto sociedade.