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Daniel Naufel

Síndrome mão-pé-boca

23 JUN 2022 - 05h:00

A Síndrome mão-pé-boca (SMPB) foi identificada pela primeira vez em 1957, quando um pediatra de Toronto a descreveu como uma doença caracterizada por aftas orais e vesículas nas palmas das mãos e plantas dos pés. 
 Anualmente temos visualizado na comunidade casos recorrentes dessa doença, altamente transmissível, porém auto-limitada e de características benignas em sua grande maioria.
 É uma doença causada pelo vírus Coxsackie, que acomente mais comumente crianças menores de 5 anos de idade, sendo incomum nos adultos. 
Caracteriza-se clinicamente por febre elevada que precede por 2 a 3 dias o surgimento de lesões aftosas na boca, gengiva e cavidade oral, associado a lesões vesiculares nas palmas da mãos, sola dos pés e região genital - notem que a doença nem sempre “lê o livro”, por vezes não respeitando apenas as localidades que lhe dão o nome.
 
Devido a sua alta transmissibilidade, não é incomum que crianças dentro de uma mesma escola, creche, condomínio ou círculo social, desenvolvam tal doença quando uma delas estiver infectada.
 A sua transmissão ocorre de pessoa a pessoa, direta ou indiretamente, sendo que os infectados podem transmitir o vírus através das fezes ou por meio de secreções respiratórias, desde alguns dias antes do início da sintomatologia, continuando a sua excreção nas fezes por 2 a 4 semanas após a infecção primária.
 A duração da excreção respiratória é geralmente menor, restrita a um período de 1 a 3 semanas, tendo a primeira semana depois do início dos sintomas como o período de maior transmissibilidade.
Não existe um tratamento específico para tal doença. Devido a sua característica, sabemos que o uso de analgésicos e antitérmicos podem ser suficientes para o controle dos sintomas, porém cada caso deverá ser individualizado na tentativa de se minimizar o sofrimento, mesmo que limitado, que esta doença pode trazer aos nossos pequenos pacientes.
 Outras medidas ajudam a aliviar os sintomas, tais como: evitar alimentos sólidos, dando preferência a alimentos mais pastosos; evitar alimentos ácidos ou mesmo muito temperados, afinal de contas, que já não sofreu com uma simples afta bucal? 
Imagine-se agora com diversas em sua boca?; estimular a ingestão de líquidos, evitando-os em altas temperaturas, de maneira a propiciar uma ótima hidratação; 
Lembrem-se sempre de manter a higienização adequada das mãos e dos objetos manipulados por pessoas contaminadas e o contato direto, para que se evite também a sua propagação.
 Na dúvida sobre o diagnóstico, o médico pediatra sempre deverá ser consultado.