(11) 4745-6900

Sueli Barão

Fonte de ânimo

21 FEV 2021 - 05h:00


Existem momentos difíceis na vida. Ocorre uma doença inesperada, um problema financeiro ou familiar; enfim, muitas coisas podem acontecer com pessoas de bem. Geralmente, quando isso acontece e se prolonga, vem o julgamento das pessoas. "Nossa! Quanta luta! Essa "tempestade" está demorando a passar, hein?!" "É o diabo que está trazendo isso sobre a sua vida, família". Pode ser que sim! Mas também pode ser que não! Se realmente cremos na palavra de Romanos 8:28 de que todas as coisas estão contribuindo conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus; então, devemos acreditar que tudo quanto Deus permite vir sobre a nossa vida tem um fim proveitoso. A fé não nos exime dos tempos difíceis. Jó era um homem admirável por seu caráter, temor a Deus e por suas atitudes. O próprio Deus o elogiou, dizendo que não havia ninguém na terra como ele - um homem íntegro, confiável, acima de qualquer suspeita. Satanás questionou: "Será mesmo?" e desafia: "tire deste homem tudo o que tem e veja a sua reação - certamente amaldiçoará seu Deus". Então, num dia, que parecia ser como outro qualquer, Jó soube que perdera todos os seus rebanhos e boa parte de seus empregados, além de seus amados filhos - todos, de uma só vez. Situação desesperadora. Jó não apenas recebeu uma notícia ruim, mas uma sequência delas. Em seu lugar, qualquer um se desesperaria. Mas ele teve uma reação admirável: admitiu que tudo o que tinha fora dado pelo Senhor; então, Deus tinha todo o direito de levar seus bens e filhos: Deus deu, Deus tirou. Ele não se revoltou, mas aceitou tudo aquilo e até louvou o Senhor. Quando teve o corpo coberto por úlceras malignas, e sua mulher o instigava a amaldiçoar a Deus e morrer, Jó respondeu: "Mulher, falas como uma louca. Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?" Em tudo isso, não pecou Jó com os seus lábios. (Jó 1 e 2)
O próprio Jesus afirmou que no mundo passaríamos por muitas aflições; no entanto, deveríamos ter "bom ânimo", pois assim como Ele venceu tudo isso, nós venceríamos também. Existe um dom espiritual que é o dom do encorajamento, também chamado de dom de exortação. (Romanos 12:6-8) A palavra vem do grego "parakaleo", que significa "aquele que vai ao lado, que está junto para consolar, animar, aconselhar, ajudar, apoiar, dar suporte em todos os sentidos". Sendo assim, palavras de encorajamento devem vir acompanhadas de atitudes de encorajamento. Outro dia ouvi o testemunho de um pastor, contando sobre pessoas que deram suporte a ele durante a sua trajetória. Ele contou que quando a sua mãe faleceu, há cerca de 20 anos, vítima de um ataque cardíaco, uma das coisas mais marcantes que a família recebeu no outro dia após o sepultamento foi um bolo caseiro com um bilhete - "Estamos aqui para o que der e vier. Contem conosco!" O pastor relatou o quanto esse gesto de amor foi importante naquele momento tão difícil da vida. A nossa missão como cristãos não pode ser de apenas ir aos cultos, adorar, ouvir a ministração, terminar e ir para a casa. É muito mais que isso! A igreja de Cristo é um corpo. Assim, quando uma parte desse corpo não está bem, todos devem se importar e contribuir com a cura. Nesse sentido a igreja é uma comunidade terapêutica. O Espírito Santo é o nosso Maior Encorajador. Inúmeras são as palavras de encorajamento tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Grande é o exemplo de Barnabé, natural de Chipre; também conhecido como "José das Consolações", homem bom e piedoso, cheio de temor e fé. Foi ele que vendeu o que tinha para repartir entre os necessitados da igreja primitiva. (Atos 4:36) Quando Saulo converteu-se a Cristo, sofrendo suspeição por parte dos cristãos de Jerusalém, foi ele quem o acolheu, deu-lhe a mão, ajudando a inseri-lo na comunidade. (Atos 9:26-27) Enviado a Antioquia, Barnabé foi um grande encorajador daqueles irmãos, exortando-os a que permanecessem no Senhor com propósito de coração. E muita gente se uniu ao Senhor. Como se não bastasse, partiu para Tarso, a fim de buscar Saulo para fazer parte daquela obra. Durante um ano se reuniram naquela igreja, ensinando muita gente. Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:22-26) Não compete a nós julgar o sofrimento pelo qual alguém passa. Cabe, sim, sermos os "encorajadores", aqueles que consolam, animam, ajudam em oração e no que for necessário. Aqueles que se importam verdadeiramente!