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A esperança de Serrana

2 JUN 2021 - 05h:00

O estudo feito com a vacina CoronaVac na cidade de Serrana, no interior paulista, demonstrou que, com 75% da população vacinada, a pandemia do novo coronavírus pode ser controlada. O dado foi apresentado em entrevista coletiva no Instituto Butantan, um dos fabricantes da vacina.
Uma notícia muito importante e positiva. Traz esperança a todos que aguardam a eficácia da vacina, já comprovada pela ciência.
Segundo informações da Agência Brasil, o estudo indica que com 75% da população imunizada com duas doses da vacina, a pandemia foi controlada em Serrana e isso pode se reproduzir em todo o Brasil.
A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan e faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina é aplicada em duas doses.
O estudo, chamado de Projeto S, teve início no dia 17 de fevereiro e o objetivo era vacinar toda a população adulta da cidade para avaliar a efetividade da CoronaVac. Serrana tem cerca de 45 mil habitantes, dos quais 38% são menores de 18 anos, que ainda não podem ser vacinados por falta de estudos clínicos para essa faixa etária.
O Projeto S previa vacinar 28.380 adultos com mais de 18 anos que vivem na cidade. Desse total populacional, 97,7% tomaram a primeira dose do imunizante (o que corresponde a 27.722 pessoas) e 95,7% completaram seu esquema vacinal, tomando também a segunda dose (27.160 pessoas).
Serrana foi escolhida porque apresentava alto índice de prevalência de infecções por Covid-19, além de estar perto de um centro universitário e ter um hospital regional. Para o estudo, a cidade foi dividida em quatro áreas, que foram vacinadas com uma semana de diferença entre elas. A primeira área a ser vacinada, definida por sorteio, foi a verde, seguida pelas áreas amarela, cinza e azul.
Com o fim da vacinação em massa, a cidade viu reduzir em 95% o número de mortes por Covid-19. Já o número de casos sintomáticos da doença caiu 80%. A quantidade de hospitalizações teve uma queda de 86%.
Não há dúvida que além da efetividade, o estudo apresentou dados sobre segurança, ou seja, se a vacina produz efeitos adversos nas pessoas que a tomam.
O estudo é de extrema importância para garantir, no futuro, o trabalho efetivo de combate à Covid-19.
Só para se ter uma ideia da pesquisa realizada, após a primeira dose, foram observadas 4,4% de reações adversas, sendo somente 0,02% considerados de grau 3, como mialgia ou cefaleia. Já após a segunda dose ocorreram 0,2% de relatos de reações adversas, nenhuma de grau 3. Entre a aplicação da primeira e segunda doses, ocorreram 15 internações e cinco mortes entre as pessoas com idade acima de 60 anos e 28 internações e dois óbitos na população abaixo de 60 anos. O mais importante é que a pesquisa mostrou que a vacinação protege tanto os adultos imunizados quanto crianças e adolescentes que não receberam a vacina.
Segundo o estudo, a imunização gerou uma espécie de cinturão imunológico em Serrana, reduzindo drasticamente a transmissão do coronavírus no município.

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