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Atenção às chuvas

22 JAN 2022 - 05h:00

As chuvas preocupam a região, o Estado e o País. A situação coloca agentes da Defesa Civil em alerta.
Só para se ter uma ideia, o número de eventos extremos de chuva no início da atual estação de verão no Brasil foi recorde, aponta levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Entre 1º e 31 de dezembro de 2021, a equipe técnica do Cemaden emitiu 516 alertas de risco de desastres de origem geo-hidrológica, como deslizamentos de terra, inundações e enxurradas, para os 1.058 municípios monitorados atualmente pela instituição em todo o País. 
Ou seja, uma grande quantidade de cidades foi atingida. 
Desse total, 163 concretizaram-se em ocorrências.
Em 2020, no mesmo período, o número de alertas foi ligeiramente maior – de 539 –, mas as ocorrências foram quase 60% menores (103) em comparação com 2021.
Ocorreu uma emissão de alertas de risco praticamente todos os dias em dezembro de 2020 e 2021. 
Se levar em consideração a quantidade de alertas enviados, podemos considerar que 2020, 2021 e, provavelmente, 2022 são anos em que os períodos chuvosos têm apresentado mais episódios de extremos de chuva, o que aumenta consideravelmente o risco de desastres em áreas vulneráveis do País, avaliam especialistas.
Além do aumento da frequência e da intensidade dos extremos chuvosos que têm sido observados em grande parte do Brasil nesse início de verão, outra característica que chama a atenção dos pesquisadores da instituição é a simultaneidade de eventos extremos no País causados por excesso de chuva nas regiões Norte, Sudeste e parte do Centro-Oeste, e por escassez hídrica na região Sul e parte da região Nordeste, compreendida pelos Estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Especialistas afirmam também que o clima está mais irregular e essa irregularidade amplifica os riscos climáticos, o que aumenta significativamente a chance de desastres de origem geo-hidrológica no Brasil.
Há uma grande preocupação por parte das prefeituras que continuam avaliando as áreas de riscos para evitar enchentes e tragédias. As ações estão reforçadas.

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