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Cirurgias eletivas

22 NOV 2020 - 05h:00
Na semana passada, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, anunciou decreto proibindo o agendamento de novas cirurgias eletivas (não emergenciais) em todos os hospitais públicos, filantrópicos e particulares do estado.
Pelo decreto, também será vedada a desmobilização de leitos para atendimento de pacientes com o novo coronavírus, seja de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria.
O Governo do Estado de São Paulo, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde e o Comitê de Contingência da Covid-19, informou que segue com o compromisso de garantir e preservar vidas, assina uma decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos, e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria.
O aumento dos casos de Covid-19 preocupa, uma vez que o cenário tende a piorar caso não seja estabelecida ação de prevenção.
O secretário explicou que a marcação de novas cirurgias eletivas ficará suspensa para que se garantam leitos para todos os pacientes com Covid-19 que deles necessitem para sua assistência hospitalar.
No início da pandemia, as cidades chegaram a construir hospitais de campanha com abertura de leitos para tratamento dos pacientes com coronavírus.
Segundo Gorinchteyn, as medidas são respostas à elevação da curva de contaminação de Covid-19 no estado. 
A elevação da curva promove a necessidade de medidas estratégicas e de forma cautelar. 
O secretário voltou a pedir apoio da população para enfrentar a alta nos casos de Covid-19 registrada no estado. O governo do Estado informou que entende que o cansaço das pessoas possa ter uma ação sobre suas atitudes que, eventualmente, sejam irresponsáveis. 
Mas lembrou que esse cansaço não pode, de forma alguma, ser maior do que o medo e o respeito que tínhamos pela Covid.
Se mais pessoas saem e se aglomeram disseminam o vírus na população, expondo aqueles que estão em quarentena, respeitando as regras e ritos, principalmente idosos e portadores de doenças crônicas.
Conforme dados do governo estadual, São Paulo está com 43,5% de taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva no estado, e de 49,7% na Grande São Paulo.
Não se pode baixar a guardar. É preciso seguir as normas de saúde para evitar que ocorra a proliferação dos casos de coronavírus em todo o Estado.

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