(11) 97569-1373

Discussão sobre a volta às aulas

5 AGO 2020 - 23h:59
A grande discussão no Estado é sobre a questão da volta às aulas para o dia 8 de setembro.
A pergunta que fica: escolas, pais, estudantes e funcionários envolvidos nesse possível retorno estão preparados? Há seguranã para a volta?
Na semana passada, prefeitos ligados ao Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios (Condemat) admitiram que ainda é prematura essa volta.
É preciso ainda entender as condições, os casos, cada vez mais surgindo nas cidades e também o de mortes. 
A situação ainda é crítica em relação ao contágio porque uma vacina ainda não está disponível.
Desta forma, a discussão prossegue, mas tem de ser feita de forma criteriosa, com muito cuidado e segurança.
As aulas presenciais em São Paulo na rede pública e particular estão previstas para serem retomadas no dia 8 de setembro. Mas, para isso acontecer, o Estado precisa ter uma evolução considerável nos números da pandemia nos próximos dias. 
Pelo Plano São Paulo, a retomada está condicionada à permanência de todo o Estado na fase amarela da quarentena por 28 dias. Um decreto prevê que, nos primeiros 14 dias, áreas que representem 80% da população do Estado precisam estar classificadas nessa fase. Nos 14 dias subsequentes, a totalidade do território estadual terá de estar classificada dessa forma. 
A retomada das aulas foi dividida em três etapas. Na primeira, teria somente a presença de 35% dos alunos nas escolas, depois 70%, até chegar à totalidade.
Atualmente, 52,3% dos habitantes vivem em regiões que estão na fase amarela, de acordo com dados da Fundação Seade. Outros 38,7% das pessoas estão em locais com classificação laranja e 8,9% moram em lugares classificados com a cor "vermelha", a mais restritiva, que só permite o funcionamento de serviços considerados essenciais. 
Até o dia 11 de agosto, pelo menos 27,7% da população paulista precisa migrar para a fase amarela - e sem que nenhuma região na fase amarela regrida. Ou seja regiões onde vivam quase 12 milhões de pessoas precisam melhorar o quadro da pandemia. E duas semanas depois, todo o Estado deverá estar pelo menos na classificação amarela.
As cinco populações somadas das regiões mais populosas da cor laranja teriam de mudar de patamar nos próximos sete dias.
Sem dúvida, será preciso aprofundar esse assunto, ouvir técnicos envolvidos e, principalmente, as autoridades de saúde.
O certo é que haverá formas futuras de recuperar os dias sem aulas, mas, nesse momento, o que se discute, prioritariamente, é a segurança de alunos, professores e funcionários envolvidos na área da educação.

Leia Também