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Gripe e Covid na indústria

23 JAN 2022 - 05h:00

O sistema de produção no Brasil retomou as atividades no final do ano passado, mas, o início de 2022 não tem sido fácil.
Os números da Covid aumentaram, junto com a disparada dos casos de Gripe.
A preocupação na indústria existe. Há funcionários afastados para cuidar da saúde.
Na semana passada, o DS trouxe reportagem mostrando que a indústria do Alto Tietê registrou aumento de 93% nos casos de Gripe a partir de janeiro deste ano, período em que o Brasil enfrenta uma onda atípica da doença. Já os casos de Covid-19, apresentaram uma alta de 62% no mês no setor. 
Os dados só foram possíveis por causa de uma pesquisa de amostragem realizada pelo Grupo de Recursos Humanos do Centro (GRH) das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê, com empresas que atuam em diferentes segmentos da indústria de transformação nas cidades de abrangência da entidade.
Só para se ter uma ideia, num universo de 3.500 trabalhadores das empresas pesquisadas, a proporção é de 2,61% afastamentos em decorrência da Influenza, o que corresponde a 90 pessoas, e de 1,40%, ou seja, 48 trabalhadores pelo coronavírus.
O Ciesp informou que o afastamento de colaboradores pelas doenças respiratórias gera impactos para a indústria, desde a parada parcial da produção até gastos extras com recursos humanos. Isso porque para driblar a falta de colaboradores, parte das indústrias aumentou as horas extras. Há casos, ainda, de remanejamento de pessoal de outros setores e contratação de temporários. De maneira geral, 30% dos entrevistados afirmaram que os casos de Covid-19 comprometeram a produção, já para 33%, os casos de Gripe contribuíram para piorar o cenário. 
Será importante que as ações sejam tomadas com o reforço e conscientização das medidas de segurança sanitária. 
Os protocolos devem ser seguidos. 
A indústria, assim como outros setores produtivos, está sentindo os impactos desse aumento significativo dos casos de Gripe e mesmo de Covid, ainda que com quadros mais leves. Ambas as situações, no entanto, são de rápida transmissão e, portanto, o afastamento acaba sendo inevitável. Com isso, há alteração em toda a rotina de produção das fábricas e, em segmentos que estão com alta demanda, é preciso rapidamente cobrir as faltas.
Esse é um momento de tentar garantir a retomada da economia, mas com todos os cuidados da saúde dos trabalhadores.
O cuidado individual é decisivo para a saúde do coletivo e a manutenção das atividades diárias nas empresas.

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