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Inclusão na educação

27 FEV 2020 - 23h:59
A Agenda 2030 da ONU promete "não deixar ninguém para trás", o que pressupõe, dentre outras medidas, assegurar a Educação inclusiva para garantir um desenvolvimento equitativo e sustentável, segundo informação do site novaescola.org.br.
Em relatório inédito lançado no ano passado sobre Desenvolvimento e Desigualdade, a ONU afirmou que as pessoas com deficiência têm menor probabilidade de frequentar a escola e concluir a Educação Fundamental e maior probabilidade de serem analfabetas do que pessoas sem deficiências: 54% das pessoas com deficiência são alfabetizadas comparativamente a 77% das pessoas sem deficiência. Estima-se que, em média, uma em cada três crianças com deficiência no mundo, com idade para a Educação Fundamental, está fora da escola, enquanto esse percentual é de uma em sete para crianças sem deficiência.
Realizar a inclusão é um dos desafios das administrações.
Na semana passada, o DS trouxe reportagem mostrando que a Secretaria de Educação de Suzano conta com um novo equipamento de inclusão na rede municipal de ensino. O Teclado Inteligente Multifuncional (TiX) foca no desenvolvimento motor e cognitivo de alunos com deficiências físicas e intelectuais e paralisia cerebral. A expectativa é de que, a partir de março, as Escolas Municipais Odário Ferreira da Silva (Jardim Belém) e Professora Neyde Pião Vidal (Parque Buenos Aires) recebam o projeto-teste com crianças entre seis e oito anos de idade. 
Uma ótima notícia para quem precisa de cuidados maiores para garantir o aprendizado escolar.
O aparelho, em Suzano, oferece todas as funções de teclado e mouse com acessibilidade. São 11 teclas sensíveis ao toque, que podem ser acionadas até mesmo pelo piscar dos olhos. Em conjunto com o software Simplix e seus acessórios, o TiX compõe uma plataforma de autonomia e inclusão para pessoas com limitações motoras, que serão capazes de controlar e se comunicar por meio de um computador.
A reportagem mostrou também que em Suzano, o equipamento poderá ser utilizado com alunos da educação infantil, a partir dos cinco anos, e do ensino fundamental. 
O aparelho, em período de teste de três meses, foi oferecido pela própria empresa fabricante sem custos à administração municipal. A iniciativa partiu dos profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da cidade, sendo que cinco deles passam por treinamento e formação sobre o uso do teclado.
O êxito na fase de testes será parâmetro para a ampliação do projeto. 
É preciso, sobretudo, observar se o aparelho atende às necessidades e se vai contribuir no processo de ensino-aprendizagem desses alunos. 
Se o grupo obter ganhos, tanto em questão de comunicação como no processo de aprendizagem, será analisado como desenvolver esse projeto, adquirindo mais equipamentos e treinando outros profissionais.
Uma ótima iniciativa para garantir o bom aprendizado.

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