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Não foram votar!

19 NOV 2020 - 05h:00
As eleições se encerram na maioria das cidades - exceto aquelas em que haverá 2º turno - e agora é momento de fazer análises.
A taxa de abstenção, por exemplo, deve ser estudada. Os índices cresceram.
Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram os maiores percentuais de abstenção de eleitores no primeiro turno das eleições municipais. O número de eleitores faltosos foi 27,3% e 28%, respectivamente. A abstenção em todo o País foi de 23,1%. 
Os estados que menos registraram abstenções foram Piauí (15,4%), Paraíba (15,7%), Ceará (16,9%) e Amazonas (19%). 
Nas eleições municipais de 2016, a abstenção foi de 17,5% do eleitorado de todo o país. No primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, o índice foi de 20,3%. 
O resultado final da apuração também mostrou que 34,1 milhões de eleitores em todo o País não votaram. Cerca de 147 milhões estavam aptos a votar. Foram registrados 3,9 milhões de votos em branco e 7 milhões de votos nulos. 
Ao fazer um balanço sobre o primeiro turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, considerou que o índice de abstenção geral foi “um pouco superior” em relação ao pleito de 2018. 
Devido a pandemia da covid-19, Barroso esperava que o número de eleitores faltosos seria de aproximadamente 30%. 
Agora, o segundo turno será realizado no dia 29 de novembro em 57 cidades, das quais 18 são capitais.
O DS trouxe os números da região, em reportagem nesta semana. O número de eleitores que deixou de ir às urnas nas eleições deste ano passou de 39 mil, em 2016, para 52 mil neste ano, um crescimento de mais de 30%, em Suzano.
A pandemia pode ser uma das justificativas para as ausências.
O novo coronavírus explica em parte a taxa recorde de abstenção no primeiro turno das eleições municipais realizadas no domingo (15) em todo o País. 
O índice de abstenção no pleito municipal é o maior desde 1996, ano em que as urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas. O movimento já era esperado devido à pandemia e a consequente preocupação de eleitores em evitar aglomerações. Mas cientistas políticos avaliam que o crescimento da abstenção é uma tendência desde antes da pandemia. Nas duas eleições municipais anteriores, a abstenção no primeiro turno foi de 17,58% em 2016 e de 16,41% em 2012.

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