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O primeiro passo

19 JAN 2021 - 05h:00
Os municípios estão em estado de alerta, ligados para receber as vacinas com objetivo de iniciar campanha de combate à Covid-19.
Será preciso, mais do que nunca, um trabalho intenso de informações prestadas às prefeituras com objetivo de garantir um planejamento ainda nesta semana.
No domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, o uso emergencial da Coronavac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.
No caso da Coronavac, a relatora condicionou o aval à assinatura pelo Butantan de um termo de compromisso que prevê a apresentação dos dados de imunogenicidade da vacina até 28 de fevereiro (os relatórios sobre o tema foram considerados insuficientes). O termo, após assinado pelo Butantan, deve ser publicado em Diário Oficial para que a autorização seja válida. A assessoria de imprensa da Anvisa informou, porém, que tanto a assinatura do termo quanto a publicação podem ser feitos de forma eletrônica. 
Foi um avanço importante, mas ainda é preciso percorrer alguns passos.
Em São Paulo, a vacinação começou de forma emergencial, mas ainda o número de doses não é suficiente para atender o grupo prioritário.
No domingo, ao recomendar a aprovação, a gerência geral de medicamentos, que avalia os dados de segurança e eficácia, destacou ainda a necessidade de monitoramento das "incertezas" e a "reavaliação periódica" dos dados das duas vacinas, considerando que algumas informações dos estudos ainda não são conclusivas. 
O Ministério da Saúde terá de acelerar a campanha nacional. 
O governo paulista apontava 25 de janeiro como data para o começo de sua campanha, mas o governador João Doria já havia afirmado que poderia vacinar imediatamente após a decisão da Anvisa.
Os planos do governo Bolsonaro de receber 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca no domingo, 17, foram adiados pelo governo da Índia.
O governo federal informou na sexta-feira, 15, que a entrega deve levar mais dois ou três dias, mas o governo não confirma nem sequer em que data o voo que em direção à Índia deixará o Brasil para receber esta vacina.
Após a negativa da Índia, o ministério pediu para o Butantan entregar imediatamente todas as 6 milhões de doses da Coronavac que estão prontas para uso. 
O governo de São Paulo respondeu que enviará esta carga, mas pede para que as doses que serão aplicadas na população paulista sigam no Estado. 
O impasse pode parar na Justiça, reconhecem autoridades dos dois lados da disputa.
De fato será, mais do que importante e fundamental, garantir mais doses da vacina da campanha para garantir o maior número possível de pessoas imunizadas.

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