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Produção rural

18 SET 2020 - 05h:00
O clima seco também prejudica a produção rural de Suzano. Nesta semana, o DS trouxe reportagem mostrando que a falta de chuva fez os produtores rurais de Suzano diminuírem a área de cultivo de hortaliças, legumes e demais alimentos. Há mais de dois meses sem chuvas significativas, o Sindicato Rural de Suzano estima que houve uma diminuição de 30% da área total de plantio nas hortas da região.
Para driblar a estiagem, agricultores recorrem à irrigação, o que torna a produção e o produto final mais caro, segundo especialistas.
A falta de chuva e as altas temperaturas trazem muitos prejuízos aos produtores de hortaliças do Cinturão Verde de São Paulo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo, até agora choveu menos do que o esperado.
Especialistas afirmam que em época de tempo seco, o agricultor precisa redobrar a atenção. Uma simples fagulha na palhada pode provocar um acidente grave ou uma enorme perda na safra. No Mato Grosso, por exemplo, onde a média de temperatura é de cerca de 35ºC, entre julho e setembro, incêndios prejudicaram propriedades rurais na última semana.
De acordo com Ricardo Suchiya, presidente do Sindicato Rural de Suzano, mesmo a estiagem fazendo parte do ciclo natural para a época, produtores têm reclamado da baixa umidade e da falta de chuva que acaba prejudicando a colheita.
A falta de chuva faz com que o lençol freático superficial abaixe o nível dos córregos e rios. Assim, os tanques escavados e pontos de captação ficam mais baixos, ocasionando um volume menor de água para a irrigação. Com o volume de água menor há uma redução de área de cultivo para poder manter as plantas irrigadas.
Segundo agricultores, além da seca prejudicar o desenvolvimento das plantações, outro problema é o aumento dos custos. 
Acaba se tornando mais caro por causa da irrigação. Os produtores acabam utilizando o dobro de água normalmente. Mesmo diminuindo a área de produção, o custo com a água aumenta. 
Outro fator que também prejudica a colheita é a combinação da insolação durante o dia e o frio a noite. Esse choque térmico acaba retardando o desenvolvimento das plantas e faz com que a colheita demore mais tempo.
O desafio agora é tentar manter a mesma qualidade dos produtos em meio ao clima seco.
Os produtores garantem o que conseguem. 
A contribuição do agronegócio é decisiva para o PIB, para a geração de empregos e exportações do País. O setor irradia oportunidades e renda para toda a economia e é a base do desenvolvimento brasileiro.
O Brasil passou de importador a exportador de alimentos, garantindo saldo positivo na balança comercial e divisas para o País.
Daí a importância do setor e da expectativa de encontrar soluções para evitar prejuízos nesse período de seca.

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