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Profissionais da saúde

24 MAR 2021 - 05h:00
O combate ao coronavírus está expondo o número insuficiente de profissionais especializados nas UTIs.
Além de todos os problemas apresentados, como a falta de vacinas, de insumos, entre outros problemas, que dificultam o combate à doença, a falta de profissionais da saúde preocupa.
O problema não é apenas da região. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou, no dia 10 de março, a mesma situação.
Pacientes enfrentam a fase mais difícil e perigosa da Covid-19: a vida deles depende de equipamentos e cuidados especiais, que só existem dentro de uma UTI. 
Desde março, quando a pandemia chegou ao País, hospitais públicos e particulares criaram quase 12,5 mil novos leitos de terapia intensiva.
Os números de lotação e fila de espera não são os únicos a indicar a saturação do sistema de saúde no Brasil, com o avanço da covid-19. 
Em outro levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, seis Estados - Paraná, Minas, Rondônia, Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Norte - relataram falta de profissionais de saúde ou dificuldades na contratação ou na organização da escala. 
Quatro (Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima) apontaram problemas no abastecimento de medicamentos usados no processo de intubação, como sedativos, anestésicos e relaxantes musculares.
Na reportagem o coordenador das UTIs de Covid-19 do Hospital das Clínicas de São Paulo, Carlos Roberto de Carvalho, diz que a especialização desses profissionais leva até quatro anos. Para ajudar os mais jovens, o médico conta que criou um manual de atendimento.
Várias sociedades médicas brasileiras e internacionais têm proposto manuais de atendimento, de assistência e esses manuais vão sendo ajustados, vão sendo atualizados pelos novos conhecimentos que vão sendo gerados.
A pandemia impôs um desafio extra para os residentes. 
São profissionais que ainda não completaram o período de formação, mas que já estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. 
Mais do que conhecimento para lidar com uma doença nova, eles estão aprendendo, de uma forma ainda mais intensa, a dura rotina dentro de uma UTI.
A professora da Escola Paulista de Medicina, Flávia Oliveira Machado, responsável pela formação de residentes médicos e de outras áreas da saúde, conta que tem orientado seus alunos a enxergar o trabalho por outro ângulo.
É importante que esses profissionais sejam repostos nesse momento difícil. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, contratou mais de 8.800 profissionais de saúde para enfrentar a pandemia e que está com processo seletivo aberto para contratar mais.
Nesse momento do enfrentamento mais difícil desde o começo da pandemia é importante reforçar o atendimento com mão-de-obra e recursos necessários.

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