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Situação insustentável

21 MAR 2021 - 05h:00
O aumento de contaminações e óbitos por Covid-19, a falta de leitos e a morte de um paciente à espera de vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) colocam o Alto Tietê em situação insustentável. Há um caos.
As prefeituras das cidades da região buscam alternativas, pedido de ajuda do governo para amenizar a triste situação.
Na semana passada, os prefeitos das cidades da região encaminharam um ofício ao governador João Doria (PSDB) 
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) apoia o endurecimento das medidas restritivas na Região Metropolitana do Estado e a antecipação dos feriados, como alternativa para diminuir o fluxo de pessoas nas ruas.
A situação é caótica em toda a região, com os sistemas de saúde já colapsados, inclusive com registro de óbitos de pacientes que aguardavam vagas em leitos de UTI e o aumento contínuo nos novos casos e óbitos por coronavírus.
Há duas semanas a taxa de ocupação de leitos de UTI na região do Alto Tietê se mantém acima de 90%. Na semana passada o índice de ocupação em leitos de enfermaria ultrapassou 100% na maioria dos municípios. A situação é mais crítica nos municípios de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Santa Isabel e Suzano, onde os índices chegaram a 100% na UTI.
Para que as medidas mais rígidas funcionem é necessário que seja adotado em toda a Região Metropolitana, na opinião dos prefeitos, haja visto que uma decisão isolada não surtiria o efeito desejado, entre outras razões, pela conturbação existente entre as cidades e a circulação do transporte público comum, em especial, o sistema estadual de trens e ônibus, que interliga as cidades.
Desde o início da pandemia a região do Condemat já registrou 64.262 casos da doença e 2.562 vítimas fatais. 
Na semana passada, em Poá, foi registrada a primeira morte na fila por leito do Alto Tietê. Segundo a Secretaria de Saúde, a vítima aguardava na fila da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) para uma transferência. 
De acordo com a Prefeitura, a vítima era um homem de 83 anos. Ele foi inserido no Cross no dia 16 de março, mas veio a óbito antes da transferência. Contudo, a Secretaria de Saúde informou que os leitos, na noite de quarta-feira, chegaram a 100% de ocupação no Hospital Municipal Dr. Guido Guida. Já na manhã da última quinta-feira (18) a ocupação dos leitos era de 93% para enfermaria e 50% para emergência.
Realmente uma situação muito triste e lamentável neste momento difícil de pandemia.

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