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Urnas eletrônicas

29 DEZ 2021 - 05h:00

As eleições ocorrem no ano que vem e, por conta disto, a Justiça Eleitoral se prepara para o pleito.
São inúmeros trabalhos a serem realizados, como, por exemplo, o registro de candidaturas. Um dos mais importantes acontece no dia da votação, tão logo termina o processo: a contabilização dos votos.
Ontem, reportagem publicada na Agência Brasil mostrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a empresa Positivo Tecnologia venceu mais uma licitação para o fornecimento de urnas eletrônicas.
Trata-se de um contrato de R$ 1,179 bilhão para a compra de até 176 mil equipamentos.
O valor supera os cerca de R$ 800 milhões por 180 mil urnas de uma licitação anterior, vencida pela Positivo em julho de 2020 – esses primeiros equipamentos encontram-se em produção e deverão ser utilizados já nas eleições gerais de 2022.
A diferença de preços se deve ao “atual cenário de crise mundial decorrente do desabastecimento de insumos eletrônicos e seus desdobramentos na cadeia produtiva e nos preços praticados”, segundo a presidente da Comissão Permanente de Licitação do TSE, Nathalia dos Santos Costa.
O novo contrato prevê a compra do modelo de urna UE2022, que deverá ser utilizado somente nas eleições de 2024. Outros produtos e serviços também deverão ser fornecidos, como a entrega de peças de reposição, novo desenvolvimento de equipamentos e software básico, bem como a instalação de mídias de Aplicação e de Resultado.
A Positivo também deve elaborar o projeto para a embalagem das máquinas e documentos técnicos de especificação, bem como o treinamento, por meio de kits de desenvolvimento de firmwares.
A compra periódica de novas urnas eletrônicas é necessária para substituir as que se tornam obsoletas. A vida útil estipulada para os equipamentos é de 10 anos ou sua utilização por seis eleições ordinárias seguidas. A previsão é de que em 2022 a Justiça Eleitoral conte com 557 mil urnas. 
Em todos os anos de eleições no Brasil, além dos acalorados debates entre os candidatos e suas propostas, sempre surge uma pergunta: a urna eletrônica é realmente segura? 
Essa questão mexe com o imaginário das pessoas e acende discussões na imprensa e nas redes sociais. Toda sorte de supostas fraudes e teorias conspiratórias surge nessa época. O fato é que a Justiça Eleitoral trabalha para garantir que a votação ocorra de forma segura, transparente e eficiente.
E o sucesso e a qualidade desse trabalho podem ser conferidos pela população ao final de cada eleição, conforme relata o Tribunal Superior Eleitoral.

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