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Sem dinheiro, Usac deixa de assinar com atletas na pandemia

Clube não tem dinheiro para pagar salários; contratos de patrocínio foram interrompidos

14 MAI 2020 - 21h:45 Por Daniel Marques - de Suzano
Suzanão vazio e sem jogos do Usac. Time enfrenta dificuldades Suzanão vazio e sem jogos do Usac. Time enfrenta dificuldades / Arquivo/DS
O União Suzano Atlético Clube (Usac) optou por não assinar nenhum contrato profissional durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 
 
O clube não tem dinheiro para pagar salários, os contratos de patrocínio foram interrompidos e a verba de cerca de R$ 40 mil, que geralmente é enviada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), também não caiu na conta.
 
Segundo o diretor do time, Jorge Firmo, a FPF alegou “falta de caixa” para pagar os clubes. As equipes da Segunda Divisão paulista criaram um grupo de Whatsapp, para pedir apoio à Federação, à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao governo do Estado.
 
Enquanto a ajuda não vem, o clube não tem jogadores e comissão técnica. Os atletas da base, por não receberem salários, seguem inscritos. Eles foram orientados a cuidar da parte física durante a quarentena.
 
“Atleta é diferente da pessoa comum. O jogador engorda mais rápido. Então, o preparador físico está orientando a se exercitarem, mas não tem como fiscalizar. Sabemos que, quando retornarem, estarão com a forma física lá embaixo”, disse Firmo.
 
A Segundona está parada, e a média salarial dos jogadores é de um salário mínimo e meio. Sobre as parcerias, que ajudariam a pagar os salários, o diretor conta que os contratos foram suspensos. Inclusive, o técnico Sérgio Veloso – que substituiu Felipe Freitas durante a Copa São Paulo deste ano – também não tem contrato.
 
“O treinador também não veio. Hoje, o clube não tem nenhum profissional contratado. Precisamos ver como vai ficar a situação em apoio (após a pandemia). (Veloso) é um excelente profissional, mas tem o custo dele”.
 
“Os patrocinadores investem por mês, mas o campeonato está parado, então eles não têm visibilidade. Vamos voltar a fazer os pagamentos após o ‘ok’ da Federação”, afirmou o diretor.

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