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Alto Tietê perde 2,9 mil empregos com carteira assinada em maio, aponta Caged

Desde o início da pandemia, o número de vagas de emprego com carteira assinada diminuiu mês a mês

30 JUN 2020 - 12h:41 Por Marcus Pontes - da Região
Mogi lidera o ranking de demissões do Alto Tietê Mogi lidera o ranking de demissões do Alto Tietê / Divulgação

As dez cidades do Alto Tietê perderam 2.903 vagas de emprego com carteira assinada em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. É o segundo saldo negativo durante a pandemia. Em abril, a região encerrou 7.606 postos de trabalho. Conforme publicado pelo DS, em maio do ano passado, foram criadas 255 vagas com carteira assinada.

As vagas de emprego com carteira assinada vêm caindo mês a mês, em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Da região, todos os municípios fecharam maio com resultado negativo.

Mogi das Cruzes lidera o ranking de demissões, com 2.260. Em contrapartida, a cidade computou a contratação de 1.362 pessoas. Os dados mostram uma retração de 898 das vagas de emprego com carteira assinada. É importante frisar que o Caged utiliza este meio para realizar o comparativo dos postos de trabalho extintos no país.

O segundo município com mais desligamentos foi Itaquaquecetuba. No total, 629 postos de trabalho foram encerrados. O saldo de demissões foi de 1.105 e o de admissões em 476. Em seguida vem Poá, com saldo negativo de 347, sendo 693 desligamentos e 346 novas contratações.

Das cinco principais cidades do Alto Tietê, Suzano aparece em quarto no quesito de mais demissões. Em maio, o município computou a perda de 315 postos de trabalho. O saldo de desligamentos foi de 1.305 e o de admissões de 990.

O saldo negativo também foi registrado em Arujá, com 265 vagas extintas; Ferraz de Vasconcelos perdeu 218 postos de trabalho; Guararema encerrou 144. Em Santa Isabel, foram 70 vagas de emprego encerradas. Seguido de Salesópolis, com o encerramento de 13 postos de trabalho; e Biritiba Mirim, que extinguiu quatro postos de trabalho.

De acordo com o Caged, o Alto Tietê acumula a perda de 11.519 postos de trabalho no ano.

País

O país também teve uma retração de empregos. Em maio, 331.901 postos de trabalho foram encerrados. Segundo o Caged, houve 703.921 contratações e 1.035.822 desligamentos. Com o resultado, o ano chegou a -1.114.875 postos formais de trabalho.

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