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Alto Tietê tem 25 obras em atraso ou paralisadas avaliadas em R$ 166 mi

Dados foram divulgados pelo painel Obras Públicas Atrasadas ou Paralisadas do Tribunal de Contas

1 JUL 2022 - 05h:00 Por Fernando Barreto - da Região
Poá tem três obras paradas ou em atraso avaliadas em R$ 25,6 milhões Poá tem três obras paradas ou em atraso avaliadas em R$ 25,6 milhões / Rodrigo Nagafuti/Secom Poá
O Alto Tietê tem 25 obras em atraso ou paralisadas, cujo os valores somam R$ 166.307.462,02. Desse total, foram pagos R$ 85.749.464,33. Os dados estão disponíveis em painel divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referente ao primeiro trimestre de 2022.
 
Porém, os municípios de Itaquá, Mogi das Cruzes e Santa Isabel não aparecem no levantamento. Segundo o Tribunal, “caso não haja obras desses municípios na planilha, significa que estão com empreendimentos sem os problemas citados (atrasados ou paralisadas) ou os gestores não atualizaram as informações junto ao Tribunal de Contas”.
 
Suzano
 
Em Suzano são duas obras, ambas paralisadas desde março de 2018. As duas somam R$ 31.962.071,02. Foram pagos pela Prefeitura, segundo o levantamento, R$ 12.316.963,55. 
 
Uma das obras teve o contrato cancelado pela empresa contratada e a outro foi “abandonada” pela empresa.
 
Demais cidades
 
Biritiba Mirim tem o maior número de obras paralisadas ou em atraso. São 9 obras na cidade, que somam R$ 97.760.540,64. A Prefeitura pagou R$ 61.939.138,39. 
 
As obras no município giram em torno de projetos de pavimentação, construção de quadra e obras viárias.
 
Salesópolis aparece em seguida com 7 obras apontadas pelo Tribunal. O total do custo desses projetos chegam a R$ 3.578.794,32. Foram pagos R$ 2.020.133,27. 
 
Entre as obras estão, por exemplo, projeto de construção ponte de concreto, revitalização de praça, reforma de Centro Esportivo.
 
Poá aparece em seguida com três obras em atraso ou paralisadas. O preço total das obras chega a R$ 25.612.810,23. Foram empenhados R$ 9.388.057,63. 
 
Em seguida aparece Ferraz, com duas obras nestas situações. O valor total delas chega a R$ 6.543.310,75, mas nenhum valor foi gasto.
 
Por fim aparecem Arujá e Guararema, as duas com uma obra cada. 
 
Em Arujá o preço foi de R$ 795.435,06. Foram empenhados R$ 72.619,06.
 
Em Guararema o preço chega a R$ 54.500, com total empenhado de R$ 12.552,40.
 
Estado
 
Ao longo de um período de três anos, desde que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) começou a monitorar as obras públicas com problemas de cronograma, a quantidade de empreendimentos parados ou atrasados no território paulista caiu pela metade. Em 2019, eram 1.677 obras que se enquadravam em uma dessas situações. A queda representa um percentual de 50,38%.
 
Três anos atrás, a maioria dos empreendimentos era de responsabilidade municipal, representando 81,1% (1.360), enquanto 18,9% (317) eram de âmbito estadual. No atual cenário, 76,7% (648) são dos municípios e 23,3% (197), do Estado.

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